segunda-feira, 13 de abril de 2020

Não sou doido varrido como o Bolsonaro


O jeitinho brasileiro é conhecido no mundo inteiro, mas o brasileiro já começa a cansar de não fazer nada nessa quarentena e vai terminar indo p'ro olho da rua bater perna, mesmo sabendo que pode encontrar o corovavírus por aí.

Sou do grupo de risco e não me arrisco a sair, até porque sou aposentado e não tenho mais obrigação e dever de ir para canto nenhum fazer coisa nenhuma, mas uma coisa me preocupa: o salário que tenho a receber para me manter.

Com tudo parado a arrecadação dos municípios, estados e a união vai lá pra baixo e essa gente da política que anda de bolso cheio e tem mordomia de sobra, paga pelo povo, não está nem aí se paga ou não paga o salário do  funcionalismo público.

E o pequeno comerciante e o ambulante que não têm pano pras mangas, e o do picolé e  da  cocada que ganha de manhã para comer de tarde e de tarde para comer de noite, e os os  que os patrões estão falindo e o emprego está numa peinha de nada?

Não aguento mais ler e escrever, postar e receber postagem, ouvir música e assistir TV, coisa que gosto de fazer, mas sinto uma falta danada do ir e vir, de visitar e ser visitado, por a conversa em dia, e cá pra nós, fofocar e dar risadas.

Tô já fazendo como Bolsonaro, dizendo que quem manda em mim sou eu e quebrando essa quarentena.

Só não faço porque a mulher não deixa, os filhos proíbem e a neta não permite, então, mudo de ideia e fico em casa, rindo à toa.

... pois manda quem pode e obedece quem tem juízo.

Jesimiel Ferreira - Jornalista e Professor







Nenhum comentário:

Postar um comentário